“O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar.” Charles Chaplin

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Enfim, as eleições




                Prestes a acabar a propaganda política obrigatória, vê-se uma população agradecendo por esse fim, pois nunca se viu tantos absurdos e inutilidades ditas neste espaço feito para discutir-se sobre o futuro do país. Assistir a esse programa parece ver a um julgamento jurídico, onde os dois candidatos trocam acusações o tempo todo, tirando o foco maior que seria a discussão de projetos interessantes para se melhorar as condições de vida do brasileiro.
                O resultado disso está expresso no rosto do cidadão brasileiro, este que mostra uma indecisão tremenda sobre a escolha de seu candidato.
                Quem será melhor, Dilma ou Serra? Bom, acho que nenhum. Parece que estamos vivendo em uma crise ideológica, onde os políticos perderam o foco e o principal objetivo de melhorar o país. É extremamente triste observar as propostas de Roussef e Serra, e ver sugestões tão absurdas, com gastos astronômicos, que certamente não serão cumpridos.Está é uma dura realidade de um país subdesenvolvido.
                É no mínimo preocupante tudo isso, e o Brasil terá de agüentar por 4 anos um presidente que hoje não se mostra capaz a assumir a tal cargo, que se mostra mais competente para apenas acusar e discutir se privatizou ou não empresas e outros, enquanto vários estão passando fome, não freqüentam a escola devido as más condições de ensino, e outros. Infelizmente só nos resta esperar e torcer para que tudo de certo, e que o mundo de fantasias dos candidatos se transforme em realidade.

sábado, 23 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eçaiara

Eu já havia perdido a conta de quantas vezes tinha me trancado naquele quarto só naquele mês. Eram sempre as mesmas comparações, as mesmas reclamações, enfim, sempre a mesma história que eu já não agüentava mais. Em meio a lágrimas e soluços desejei esquecer todos os problemas que me atormentavam cada vez mais. Fechei os olhos e adormeci.
Quando dei por mim já não estava mais em meu quarto, mas sim num lugar onde eu nunca havia ido antes. Era um vilarejo. Acho que deveria estar no centro já que avistei várias tendas comerciais. Fui até uma delas e perguntei ao homem que estava vendendo hortaliças onde eu estava e ele respondeu-me com um ar sorridente:
-Você está em Eçaiara. Gostaria de comprar algo?
-Não, obrigada- respondi com o mesmo ar sorridente
Segui andando até que atravessei uma ponte - abaixo dela havia um rio cristalino onde podia se enxergar os peixes nadando - e sentei num banco do outro lado em meio a uma bonita praça. Dali pude ver crianças felizes brincando com seus pais numa pracinha bem cuidada; um casal de jovens namorando debaixo de uma árvore e uma senhora idosa jogando comida aos pássaros. Essas pessoas pareciam ser tão felizes, pensei. Até que vi o jovem casal começar a brigar e depois de um tempo ir cada um para um lado. Não aguentei ver aquilo calada e sem querer disse:
-Que ótimo! já não basta eu estar com problemas agora tenho que ver outras pessoas com problemas...
-Quem você está vendo com problemas?- perguntou-me um homem vestido com um sobretudo bege de cabelo preto e olhos verdes, que eu não havia percebido que estava ali até o presente momento.
-Aquele casal que estava brigando ali há pouco tempo atrás. - respondi
-Você está falando daquele casal?- ele apontou para o mesmo casal que havia brigado há minutos atrás e que agora estavam de mãos dadas comprando algodão doce
-Era- respondi ainda meio incrédula no que estava vendo- Como eles fizeram as pazes rápido!-exclamei
-Eles não fizeram as pazes- disse ele com um ar que me deixou confusa
-Como não? Se eles não fizeram as pazes então por que estão juntos?- perguntei indignada
-Porque eles não se lembram de terem brigado- respondeu desta vez sério
-Como não?- indaguei novamente- Se até eu que nem os conheço não esqueci, imagina eles.
-Você só não esqueceu porque não faz parte do sistema.
-Sistema?Que sistema? Do que é que você está falando?
-Venha comigo. – ele estendeu a mão e quando a segurei já não estávamos mais no banco, mas sim dentro de uma casa.
-Onde estamos? De quem é essa casa?
-Calma, você já vai ver.
A porta da casa abriu e por ela passaram as crianças que eu tinha visto brincando na pracinha, seguidas por seus pais. Eu estava amedrontada e pensando em alguma desculpa esfarrapada para explicar para eles porque eu havia invadido a sua casa sem que eles ligassem para o 190, pois se fosse na minha casa seria a primeira coisa que eu faria. Mas, para minha grande surpresa, aquelas pessoas agiam como se não houvesse mais ninguém na casa.
-Observe - disse ele apontando para o pai das crianças, que estava sentado no sofá assistindo um jogo de futebol na TV.
Vi então que sua mulher estava tentando ler um livro por causa do barulho da TV, então ela pede ao marido:
-Querido você poderia diminuir o volume da TV?
-Ah, por que você não Le este livro lá no quarto?
-O que custa você baixar só um pouco o volume?
Eles então começam a brigar, ela vai para a cozinha preparar o jantar e ele continua na sala. Depois de pouco tempo, ela chama a família para jantarem juntos e agem como se nada tivesse acontecido, da mesma maneira que o casal havia feito na praça.
Fomos a vários outros lugares e percebi que independente da situação as pessoas seguiam suas vidas felizes e contentes. Mas eu sentia que faltava algo na vida daquelas pessoas. Porém, eu ainda não sabia o que era.
-Você conseguiu perceber? – o homem me perguntou
- O que?
-O que há de errado com a vida deles?
- Parece que falta algo, eu só não sei o que é....
-Emoção - respondeu olhando pra o horizonte
-Emoção? - perguntei ainda não entendendo
- Sim, emoção. Como eles se esquecem de todos os problemas, não passam pelas emoções ruins e não evoluem na vida.
-Nossa, que vida chata essa.
-Ora, ora. Não era você quem queria esquecer de todos os problemas que te atormentavam? - então pude sentir o tom cínico em sua voz e lembrei das últimas palavras que pronunciei quando estava trancada no quarto.
-Quem é você? - perguntei receosa da resposta.
-Eu sou Castiel, seu anjo da guarda. - desta vez ele me olhava nos olhos e pude ver uma áurea branca envolvendo seu corpo.
-Eu tenho um anjo? - perguntei não só para ele, mas também para mim mesma.
-Sim, você tem. E tem também me dado bastante trabalho nestes últimos meses. Então, pedi uma autorização para poder “falar” com você e tentar colocar um pouco de juízo nessa sua cabecinha.
-Então é por isso que estamos aqui... - falei pensativa
-Que bom que você entendeu. Meu trabalho acabou por aqui.
-Como assim acabou? Você não vai mais ser meu anjo da guarda?- o desespero tomou conta de mim
-Claro que vou continuar sendo seu anjo.- respondeu incrédulo a minha pergunta
-Então por que você disse: “...meu trabalho acabou por aqui...”
-Porque nos vamos agora voltar para nossas dimensões normais. Você para a Terra e eu para o céu.
-Então onde nós estamos?
-Nós estamos no seu sonho. - respondeu-me sorridente
Acordei e senti meu corpo estranho. Não lembrava com o que havia sonhado, mas sabia que de agora em diante eu iria encarar a vida como ela se apresenta para mim. Saí do quarto a fim de começar a encará-la resolvendo meus problemas. Então, ao sair de casa, passei por um homem vestido com um sobretudo bege, de cabelo preto e olhos verdes que me abanou sorrindo. Era um sorriso diferente, um sorriso angelical. Nesse momento eu tive a sensação de conhecê-lo de algum lugar, mas sem me lembrar de onde. Quando virei para perguntar se nos conhecíamos, a única coisa que vi foram as folhas amarelas das árvores caindo na calçada.

Sophia Baudelaire


Obs: Se gostou desse conto, colabore com essa votação no site abaixo
http://www.livrochantilly.com.br/concurso.php

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O amor

"O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 
tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Carta de S. Paulo aos Coríntios

sábado, 9 de outubro de 2010

Frase!!

Versos são forças vindas do coração ou da ficção e da imaginação!!

Lembrem-se, Fernando Pessoa dizia: "o poeta é um fingidor"